Com o objetivo de promover encontro entre organizações, pesquisadores e escritores para debater e buscar convergências em torno da temática, a Rede Temática debateu a estruturação de plano piloto de ação, que vem acompanhada da construção de um manifesto e também de um fundo único para a constituição dos projetos da Rede.

No último dia 24 de agosto, em São Paulo, o Movimento por um Brasil literário participou de novo encontro promovido pela Rede Temática Leitura e Escrita de Qualidade para Todos. Criada em 2012, a rede tem como objetivo promover encontro entre organizações, pesquisadores e escritores para debater e buscar convergências para empreender ações mais efetivas neste que deve ser  um tema de prioridade nacional. Dados do Inaf (Índice de Alfabetismo Funcional) de 2015 revelam que apenas 8% da população brasileira alfabetizada é proficiente, ou seja, apenas 8% de brasileiros têm “habilidade de ler, compreender, tomar decisões e argumentar a partir da avaliação de diversas variáveis e bases textuais”.

Foram discutidas diferentes iniciativas como o desenvolvimento e consolidação de indicadores de políticas e programas de formação de leitores, mobilização e engajamento da sociedade civil e articulação e fortalecimento de redes de bibliotecas, públicas, escolares e comunitárias. Estão sendo  analisados os pontos de convergência entre tais iniciativas  em busca de determinar os alicerces de identidade da Rede Temática e identificaros principais pontos para o manifesto do grupo.

“Parece pouco se a gente pensa que o início da Rede foi em 2012. Mas o fato é que a construção de redes de cooperação demanda tempo para o amadurecimento de ideias e identificação de focos de possíveis ações conjuntas, uma vez que cada qual – seja uma instituição seja um indivíduo – precisa abrir mão de uma agenda própria para ingressar numa agenda de incidência comum, sem abrir mão (claro!) dos princípios que regem pensamento e ação. Coexistir é o desafio da humanidade. E estamos falando de cooperar por política pública num país com as dimensões e diversidades como o Brasil!”, afirmou Christine Fontelles, conselheira do Movimento por um Brasil literário e Diretora de Educação e Cultura do Instituto Ecofuturo – organização fundadora da Rede, ao lado da FTD Educação.

E conclui: “Educar para a leitura e a escrita é prioridade para o fortalecimento da nossa democracia e o desenvolvimento de pensamento e habilidades para que de fato possamos viver promovendo o máximo de bem e o mínimo de dano, ou seja, de forma sustentável”.

Com informações do GIFE e do Instituto Ecofuturo.

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