Introdução

O Movimento por um Brasil Literário é fruto de um encontro de pessoas e instituições historicamente engajadas com a promoção da leitura, que sonham e planejam fazer do País uma sociedade leitora. O MBL parte do princípio de que a leitura literária é um direito de todos.

Desde seu início, o Movimento conta com o apoio financeiro do Instituto C&A para desenvolver suas ações, e com assessoria jurídica pro bono do escritório Szazi Bechara Storto Advogados. Composto por pessoas e organizações com propósitos e desejos semelhantes e com experiências complementares, o MBL comporta a diversidade, o que o enriquece. Congrega especialistas e instituições cuja adesão à causa, pela sua legitimidade, promove diálogos e união pelo fortalecimento do Movimento e suas ações. Com intenção de abrangência nacional, acontece, concomitantemente, em diferentes regiões do Brasil, com adesões espontâneas.

O MBL participa de feiras literárias, seminários, debates e palestras. Seus representantes e – integrantes voluntários da ação – falam em nome do Movimento, abordando temáticas e indagações pertinentes à causa, como bibliotecas, promoção de leitura, formação de leitores, além do direito à literatura, à leitura, à escrita e à cultura literária.

Entre 2009 e 2013, além de  participar e de promover painéis e debates, realizou o documentário “A palavra conta”, dirigido por Duto Sperry, enviando-o para todas as secretarias municipais de educação do País; também disseminou seu convite à formação de leitores críticos por meio de vinhetas veiculadas na televisão, em horário especial, na Rede Globo. Realizou uma pesquisa para diagnóstico e avaliação da cobertura da imprensa sobre literatura em 2011. Um desafio permanente é ampliar a base de instituições e empresas que contribuam com a sustentação financeira do Movimento.

Em 2015 realiza o 1º Seminário Brasil Literário, no Rio de Janeiro, com o tema “Que é isso que a literatura – e só ela – tem a oferecer que nos põe em movimento?” e lança seu primeiro livro, do projeto Edições Brasil literário: “No Lugar da leitura – biblioteca e formação”, de Luiz Percival de Leme Britto.

Conta atualmente com uma rede de Núcleos de Literatura MBL que, aos poucos, vão se constituindo pelo País (e um em Bruxelas, na Bélgica), com o lema de ler, levar a ler e defender o direito de ler literatura. Atuando fortemente também pelas redes sociais, conta hoje com milhares de seguidores no Facebook e no Twitter.

O Movimento por um Brasil literário nasceu por ideia e sugestão de Áurea de Alencar (à época atuava como gerente de educação, arte e cultura do Instituto C&A), que, reconhecendo o compromisso dos parceiros do Instituto, apresentou primeiramente para Elizabeth D ́Angelo Serra (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – FNLIJ). Em seguida para Cristina Maseda e Gabriela Gibrail (Associação Casa Azul/Flip) e para Maria Aparecida Arias Fernandez (Centro de Cultura Luiz Freire). Por sugestão de Elizabeth Serra foram convidados Christine Fontelles (Instituto Ecofuturo) e Bartolomeu Campos de Queirós. Foi Bartolomeu quem escreveu o documento fundante do MBL em 2009: o Manifesto por um Brasil Literário. Nos anos seguintes, novos parceiros foram conquistados: a Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEILIJ); a Associação de Leitura do Brasil – ALB; o Canal Futura; o Centro Educacional Anísio Teixeira – CEAT; o Instituto de Desenvolvimento da Educação – IDE; o SESC Nacional. Em 2014, Secretaria de Cultura do Estado do RJ. Em 2015, a Fundação SM e o Instituto de Corresponsabilidade pela Educação – ICE.

Assim, acadêmicos, bibliotecários, professores, alunos, líderes comunitários, autores, amantes da literatura em geral, especialistas, gestores de projetos sociais, educadores compõem este mosaico de instituições, parceiros e quase 10 mil pessoas mobilizadas pela causa da leitura literária, que aderiram ao Manifesto por um Brasil Literário.