No último domingo, 28 de fevereiro, perdemos, aos 95 anos, um dos maiores ícones da luta pelo acesso democrático aos livros, no Brasil, o bibliófilo José Mindlin. Amante da literatura desde a infância, o empresário construiu a maior biblioteca privada do país, com um acervo de 17 mil títulos ou 40 mil volumes, com raridades como as primeiras versões anotadas de Graciliano Ramos e Guimarães Rosa. Outras preciosidades, incluindo relatos de viajantes, manuscritos históricos e literários (originais e provas tipográficas), periódicos, livros científicos e didáticos, iconografia (estampas e albuns ilustrados) e livros de artistas (gravuras), integram esse acervo, doado à Universidade de São Paulo (USP) e transformado na biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin

Autor de “Uma Vida entre Livros – Reencontros com o tempo e Memórias Esparsas de uma Biblioteca” e do CD “O Prazer da Poesia”, o bibliófilo colecionou alguns prêmios como o Unesco na Categoria Cultura (2003), a Medalha do Conhecimento concedida pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; prêmio João Ribeiro da Academia Brasileira de Letras; e, em 1998, o prêmio Juca Pato como Intelectual do Ano.

“Quem pega o gosto pela leitura na infância tem esse gosto para o resto da vida”, dizia. Essa também é a nossa luta no Movimento por um Brasil literário. Veja aqui uma bonita homenagem.

Deixar comentário