O Ponto de Leitura foi criado na perspectiva de promover a literatura como instrumento de cidadania das crianças e jovens de Nísia Floresta e regiões vizinhas. A cidade de Nísia Floresta, que conta com cerca de 23 mil habitantes e fica a 28 km da capital de Natal – RN, tem grande  déficit de bens culturais no local. Mesmo com esse universo populacional, não existem bibliotecas públicas, os únicos meios de informação são, na rede virtual, um blog que se responsabiliza em socializar informações, e uma rádio comunitária. Além disso, o nível socioeconômico da população é bastante preocupante: há na região quase 90% de pobres, somando o percentual de indigentes e pobres.

Movida por essa realidade, Rejane Souza, fundadora do Núcleo, articulou-se e conseguiu um espaço para implantar uma biblioteca que envolvesse a comunidade e pudesse fomentar a leitura e divulgar a cultura da região. O espaço, localizado na zona rural em um distrito denominado Tororomba, foi inaugurado no dia 27 de julho de 2013, com a aceitação de um grupo de jovens e professores moradores do entorno que, desde a sua criação, são voluntários do projeto. “A biblioteca fica aberta à comunidade e se mantém somente através do trabalho do voluntariado e de poucos parceiros e muitos amigos que contribuem para que o ponto de leitura alcance seu objetivo: incentivar as crianças e jovens a ler e fomentar o desejo pelo livro e valorização da cultura da região”, conta Rejane.

Saiba mais sobre as atividades do Núcleo aqui: http://bit.ly/1JLVvm3

2 Respostas para “Novo Núcleo é inaugurado em Nísia Floresta – RN e deve trabalhar com a promoção da leitura literária como instrumento de cidadania”

  • Rejane de Souza |

    Grata pelo comentário Idalina. Concordo com você. Infelizmente, há aqui áreas de grande vulnerabilidade social. E a inexistência de políticas públicas e de bens culturais só reforça esse cenário. Espero que a gente unida possa construir um espaço melhor para os que necessitam. E toda contribuição será bem-vinda. Um abraço Rejane

  • idalina duarte guerra |

    Proponho que o MBL desenvolva um projeto com a Rejane e os voluntários que ela captou para encontrar uma forma de se conciliar a literatura com o atendimento das necessidades básicas da população (ou pelo menos das crianças e dos jovens) de Nísia Floresta e do distrito de Tororomba, nem que seja apenas o atendimento das necessidades de alimentação. A literatura sozinha não sobreviverá em uma região com quase 90% de pobres e indigentes.

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