"Quem pega o gosto pela leitura na infância tem esse gosto para o resto da vida", José Mindlin 02/03/2010 | | No último domingo, 28 de
fevereiro, perdemos, aos 95 anos, um dos maiores ícones da luta pelo
acesso democrático aos livros, no Brasil, o bibliófilo José Mindlin.
Amante da literatura desde a infância, o empresário construiu a maior
biblioteca privada do país, com um acervo de 17 mil títulos ou 40 mil
volumes, com raridades como as primeiras versões anotadas de Graciliano
Ramos e Guimarães Rosa. Outras preciosidades, incluindo relatos de
viajantes, manuscritos históricos e literários (originais e provas
tipográficas), periódicos, livros científicos e didáticos, iconografia
(estampas e albuns ilustrados) e livros de artistas (gravuras),
integram esse acervo, doado à Universidade de São Paulo (USP) e
transformado na biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin
Autor de "Uma Vida entre
Livros - Reencontros com o tempo e Memórias Esparsas de uma Biblioteca"
e do CD "O Prazer da Poesia", o bibliófilo colecionou alguns prêmios
como o Unesco na Categoria Cultura (2003), a Medalha do Conhecimento
concedida pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior; prêmio João Ribeiro da Academia Brasileira de Letras; e, em
1998, o prêmio Juca Pato como Intelectual do Ano.
“Quem pega o
gosto pela leitura na infância tem esse gosto para o resto da vida”,
dizia. Essa também é a nossa luta no Movimento por um Brasil literário.
Veja aqui uma bonita homenagem.
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