A primeira Jornada Municipal de Leitura de Alta Floresta foi um sucesso. Inspirada pelo Manifesto por um Brasil Literário e pelo documentário A Palavra Conta, Alta Floresta decidiu criar seu próprio movimento. A Jornada da Leitura, que aconteceu entre os dias 25 e 28 de setembro , homenageou Bartolomeu Campos de Queirós. “Sentimos a energia do nosso saudoso Bartolomeu. Quem não o conhecia, encantou-se” disse Cássia Aparecida Dall Igna, assessora da equipe pedagógica da Secretaria Municipal de Educação. Responsável pela organização do evento, Cássia conta que 500 educadores da rede municipal estavam presentes. O evento desencadeou ações muito expressivas no cenário político local. A prefeita Maria Isaura Dias Alfonso assinou um decreto criando o grupo de trabalho para a elaboração do Plano Municipal de Livro e Leitura.

Durante a festa ,o Manifesto por um Brasil Literário foi lido e projetado. Uma gravação da leitura do manifesto na voz de Bartolomeu encantou os presentes. “Fizemos também a apresentação do Programa de Leitura Literária ‘Era uma vez’”, conta Cássia.  A história desse programa é antiga e bonita. Começa  com a participação de 20 professores da rede de Alta Floresta na 13a  jornada literária de Passo Fundo, em 2009.  A partir dessa experiência, eles sentiram na pele a possibilidade de ação em sala de aula em prol da leitura literária.  Desde então, apoiados também pelo Todos Pela Educação, estes professores criaram o Programa Era uma Vez, lançado em novembro de 2011. “Nós reformamos um ônibus velho e criamos o  ônibus biblioteca Era Uma Vez,  visto que ainda há escolas em nossa rede que não possuem biblioteca”, explica Cássia, que se emociona ao explicar que a reforma foi feita amorosamente.  “Cada trabalho  organizado naquele ônibus teve muito amor. Ele  é a alegria das crianças e das famílias que o chamam carinhosamente de “o nossoEra Uma Vez”, completa.

Cássia relembra que o ônibus circulava por Alta Floresta a todo vapor quando ela assistiu pela primeira vez ao documentário A Palavra Conta. “No dia em que tomei conhecimento do MBL e assinei o manifesto, no exato momento em que recebia a carta assinada por Bartolomeu confirmando minha adesão, soube de seu falecimento. Foi um choque”. Cássia entendeu isso como um sinal. Em abril, ela e os professores de Alta Floresta criaram o Manifesto por uma Alta Floresta Leitora. E em setembro, homenagearam Bartolomeu Campos de Queirós na Jornada Literária.

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