Existem recursos públicos destinados à educação que podem ser buscados para construir, manter e ampliar bibliotecas em escolas públicas. É preciso conhecê-los e entender como acessá-los, já que nem sempre estão claramente identificados como recursos para bibliotecas. Para isso, a Campanha atua em três linhas de ação: Articulação: parcerias e alianças contínuas para alcançar a universalização de bibliotecas em escolas; Instrumentalização: produção e disseminação de conteúdos de referência; Engajamento: fomentar o empenho da sociedade. No site http://www.euquerominhabiblioteca.org.br/ você acessa mais informações. Faça seu cadastro e indique no mapa colaborativo em qual escola você quer uma biblioteca: a cada dez solicitações na mesma escola uma notificação é enviada automaticamente ao prefeito e/ou secretário de educação do município.

Em junho foi enviado aos coordenadores de campanha dos pré-candidatos à presidência e governadores  que fosse incluído em seu programa de governo um plano de ação pela universalização de bibliotecas em escolas . É vital que as comunidades façam sua parte,  ou seja, que peçam a seus candidatos nas novas eleições por uma resposta ao pleito enviado (acesse cópia do pleito na aba Acervo/Publicações do site do MBL) . E também que falem com os vereadores de sua cidade para que incluam a biblioteca em escola no orçamento do município este ano, para que no próximo ano, novas nasçam graças ao que foi planejado previamente.

Saiba mais sobre o cenário brasileiro de leitura e biblioteca: (1) Em 2011, 72,5% das escolas do país não tinham biblioteca. Era necessário construir 128 mil bibliotecas até 2020, sendo 34 bibliotecas/dia em escolas públicas. Dados divulgados pelo Todos pela Educação em janeiro de 201; (2)  168 municípios brasileiros não têm bibliotecas públicas e daqueles que têm pelo menos uma, apenas 24% abrem à noite e somente 12% funcionam aos sábados, segundo pesquisa de 2010 realizada pela Fundação Getúlio Vargas, a pedido do Ministério da Cultura; (3)  2/3 dos municípios brasileiros não tem livraria, segundo dados da Associação Nacional de Livrarias (ANL) de 2010; (4)  45% das crianças citam professores como maior influenciador para terem se tornado leitores, a mãe alcançou 43%, seguida pelo pai, com 17%; entre os cinco e 17 anos, as bibliotecas escolares estão à frente de qualquer outra forma de acesso ao livro (64%) – o que mostra a relevância de haver boas bibliotecas nos colégios brasileiros; pesquisa de 2011 revela que, numa comparação com o resultado de 2007, crianças e adolescentes estão lendo menos. Pesquisa Retratos da Leitura, 2012 ; (5)  Ninguém nasce leitor; a leitura é um hábito cultural, social, imprescindível para o desenvolvimento da atuação cidadã de qualquer nação, que surge do convívio e do contato com leitores, livros e leituras; (6) Hábito da leitura depende de uma diversidade de fatores, sendo um deles a disponibilidade física de livros para consumo. Ou seja, bibliotecas ; (7) Os benefícios de uma biblioteca viva e de qualidade para uma comunidade já foram comprovados. Segundo dados do SAEB 2003 (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica) para alunos da 4ª série (atual 5º ano), há maior proficiência em leitura quando até 25% dos alunos da escola fazem uso da biblioteca e esse número aumenta quando mais de 75% dos alunos a utilizam regularmente.

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