Confira artigo de Christine Fontelles, conselheira do Movimento por um Brasil literário, para o “Chega de Trabalho Infantil”, sobre o lugar de leitura literária no enfrentamento da violência contra meninas

“Cresci e vi a violência de perto, e hoje nada mudou. Se eu pudesse melhorar o mundo, ia ser melhor pra todo mundo. E eu queria melhorar o mundo hoje”. A frase-depoimento integra a redação de Aline, 8 anos, segunda colocada num concurso de redação realizado pelo Instituto Ecofuturo em âmbito nacional nos idos de 2007. Você pode ler a íntegra na página 33 neste link. Hoje a pequena Aline está adolescente com seus 17 anos. O que teria visto ela que com apenas 8 anos já se dizia “crescida”? Teria, apesar do ambiente externo hostil, conseguido seguir seu sonho? “E assim resolvi que quando eu crescer quero ser bailarina, porque ali está a paz de que preciso para entender o mundo”, escreveu. Terá se tornado bailarina?

Nós de todos os cantos do mundo parecemos paralisados diante das estatísticas de todas as ordens que há tempos anunciam os descuidados com a infância, a violência contra meninas, com as mulheres, com a vida. Quantas meninas conseguem seguir seus sonhos e quantas ficam pelo caminho? Gabriel Garcia Marquez dizia que “o machismo, tanto nos homens quanto nas mulheres, não é mais que a usurpação do direito alheio”. Como é urgente educar para o amor e para apreciação das diferenças, sobretudo nós que não vivemos mais em tempos de meninos e meninas; gostem ou não, a diversidade é a pauta da vida, de gênero, inclusive. A vida pede um novo vocabulário, que a acolha em sua plenitude. Um novo pensamento e uma nova ação

Confira na íntegra aqui: http://www.chegadetrabalhoinfantil.org.br/colunas/violencia-contra-meninas/

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