Os professores e alunos da Escola Estadual Rivadavia Corrêa, no Rio de Janeiro, decidiram não só aderir ao MBL como realizar um evento para angariar novos participantes. No dia 7 de novembro de 2012, ocorreu o Primeiro Encontro de Adesão ao Movimento por um Brasil Literário, reunindo o corpo docente e os alunos da escola. A autoria da iniciativa é da diretora Barbara Portilho e da professora Renata Ricoca, que para desenvolver uma atividade que promovesse a leitura literária, escolheram o manifesto por um Brasil Literário como ponto de partida.

“Escolhemos o manifesto por entender que a leitura amplia o campo do possível estabelecendo uma relação de imagens, atos e sentimentos numa dimensão que vai muito além do papel”, declara Barbara Portilho. Elas então elegeram um dia para declarar publicamente a intenção de aderir ao movimento. Organizaram um grupo formado por gestores, coordenadores, bibliotecários e estagiários para elaborar uma pauta. Esse grupo fundou um centro de estudos, que se baseou na leitura de Os livros resistirão às tecnologias digitais, de Roger Chartier e o Principal inimigo do livro, de Silvio Meira. O documentário a Palavra Conta, elaborado pelo MBL, bem como a leitura do Manifesto na voz de Bartolomeu, também serviram de inspiração para as atividades seguintes. “A importância do ato de ler foi apresentada aos alunos bem como a possibilidade da adesão ao Manifesto.  A partir, daí todos  desejaram participar do evento”, conta Bárbara, entusiasmada.

Os alunos participaram ativamente das decisões. Assinaram o manifesto e estabeleceram uma dinâmica de trabalho para formar novos leitores e mediadores de leitura. Para a diretora Barbara Portilho, a ação ultrapassa a dimensão pedagógica: “A leitura é o verdadeiro exercício da democracia da crítica e da recriação”. Com a inserção da Rivadávia Corrêa nesse contexto, a escola passa a agir politicamente e publicamente em prol do direito à literatura. E é, sem dúvida, uma forma de ampliar o horizonte e o repertório dos alunos daquela instituição: “A leitura é um lugar especial de reflexão que vai muito além do papel.  A leitura liberta, porque amplia a dimensão do olhar, e pode construir quantas realidades eu puder imaginar, refletir, fazer e desfazer”, completa ela. O MBL recebeu com muito entusiasmo e emoção a notícia desta adesão espontânea da juventude engajada com a causa literária. Assegurar o direito à literatura em todos os ambientes por onde circulam jovens e crianças é um dos tópicos do manifesto que direciona boa parte das nossas ações.  Ações espontâneas dessa natureza, que vem ocorrendo nas mais diversas escolas, dos locais mais diferentes do Brasil, são uma forma de caminharmos para uma sociedade em que a literatura é protagonista.

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